quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Putas
Estamos em crise. As meninas da vida solicitam cigarros antes dos serviços que é suposto prestarem, e desses mal se lembram. O dinheiro não chega para a má vida e elas querem apenas companhia enquanto esperam que a sorte bata à porta com uns trocos para dispensar.
domingo, 9 de junho de 2013
“Matar o patrão? Mais difícil é matar o escravo dentro de nós.”
― Mia Couto, O Último Voo Do Flamingo
Mia Couto aplicado à mentalidade passiva da população portuguesa de hoje.
― Mia Couto, O Último Voo Do Flamingo
Mia Couto aplicado à mentalidade passiva da população portuguesa de hoje.
-Não vê os rios que nunca enchem o mar? A vida de cada um também é assim: está sempre toda por viver.”
― Mia Couto, O Último Voo Do Flamingo
― Mia Couto, O Último Voo Do Flamingo
quarta-feira, 29 de maio de 2013
sábado, 9 de março de 2013
Pequena tese, poética e ligeiramente maricas sobre um instante cheio de nada.
Estar emocionalmente confuso é para mim e por mim considerado um estado de alma crónico da natureza humana. É complexo. Por isso às vezes, fico fora. Fico sozinho e fumo um cigarro. A minha expressão apática encobre o prazer que sinto.
Levanta-se suave, um vento frio que desliza sobre a pele nua do meu pescoço e naquele momento, o que sinto é apenas alivio. Não sinto além o ruído. Não sinto o estômago vazio. Não sinto o frio. Não sinto.
E às vezes fecho os olhos, inclino a cabeça para cima, para o infinito, e minto. Convenço-me a mim próprio que consigo. E sigo, deixo o sombrio, o fugaz, o efémero. Sigo para frente. Porque ando para a frente. Porque encaro de frente.
Em frente, sempre.
Levanta-se suave, um vento frio que desliza sobre a pele nua do meu pescoço e naquele momento, o que sinto é apenas alivio. Não sinto além o ruído. Não sinto o estômago vazio. Não sinto o frio. Não sinto.
E às vezes fecho os olhos, inclino a cabeça para cima, para o infinito, e minto. Convenço-me a mim próprio que consigo. E sigo, deixo o sombrio, o fugaz, o efémero. Sigo para frente. Porque ando para a frente. Porque encaro de frente.
Em frente, sempre.
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